24/05/2026
Na LUFE acreditamos que no imperfeito, no vivido e até naquilo que parece esquecido existe uma beleza autêntica à espera de ser revelada.
Há alguns dias recebemos na nossa fábrica o Marc, a Alba, o Carlos, a Paula, a Gabi e o Tomás. Todos estão a recuperar casas antigas ou abandonadas, e há nisso uma ligação clara com o nosso próprio caminho: dar novo valor a materiais e espaços que outros ignoraram ou deram como perdidos.
São pessoas que valorizam os processos e respeitam os materiais; que sabem que transformar não é apagar a história, mas redescobri-la, reinventá-la e aprender a dialogar com ela. Entendem que nem tudo tem de ser uniformizado e que, muitas vezes, é precisamente aquilo que tem identidade, uma textura, uma marca, uma irregularidade, que dá alma ao resultado final.
Convidámo-los a Aizarnazabal para lhes mostrar como trabalhamos, para partilhar o respeito que sentimos pela nossa matéria-prima e como esta, sem procurar a perfeição absoluta, se transforma numa peça funcional, versátil e cheia de vida. Porque sim, os nós e os veios, com as suas formas irregulares, são sinais de uma natureza verdadeira que tornam cada peça única.
Também lhes mostrámos o que acontece aos excedentes do processo, refletindo sobre tudo aquilo que tantas vezes descartamos sem pensar: aqui, nada se deita fora, porque tudo pode ganhar um novo uso. E eles sabem-no bem, através das casas que estão a recuperar.
Muito obrigado por terem vindo e por compreenderem que, com o olhar certo, aquilo que parece esquecido ou passa despercebido pode transformar-se em algo muito especial.
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