01/10/2024
Como o NIST está propondo transformar a segurança digital
Por anos, nos condicionamos a criar senhas fáceis de serem lembradas, além da reutilização delas em diversos ambientes, até que as aplicações passaram a exigir letras maiúsculas, minúsculas, números e caracteres especiais, o que mais pareciam fórmulas químicas. Sem deixar de mencionar que diversas plataformas exigem a troca da palavra de acesso com regularidade e a recomendação do uso de senhas distintas.
F**a confuso, a gestão de senhas pessoais passou a ser uma batalha para proteger dados e informações relevantes.
O NIST (Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos EUA) percebeu que essas regras não estavam ajudando e decidiu mudar o jogo, então, propôs eliminar algumas das políticas de senha mais confusas e contraproducentes.
Agora, a sugestão para a troca da senha está condicionada a existência de evidências do comprometimento de segurança.
Em vez de focar em caracteres especiais, o NIST recomenda que as senhas tenham pelo menos oito caracteres, com uma sugestão de 15 caracteres. E, para tornar as coisas ainda mais interessantes, todos os caracteres ASCII imprimíveis, incluindo espaços, são permitidos.
Outro ponto que deve ser eliminado são as perguntas de segurança, que muitas vezes servem como um facilitador para o ciberatacante, a proposta do NIST é a utilização de recursos mais seguros, como a adoção de múltiplos fatores de autenticação ou modelos baseados em chaves de acesso.
Lembre-se, a senha é a chave do cofre que guarda seus segredos, é usada em todos os ambientes onde informações importantes são armazenadas, portanto, criar códigos satisfatoriamente eficazes são uma garantia de proteção.
Mas isso não pode ser sinônimo de problemas, para facilitar, há aplicativos que fazem a gestão de senhas, como “senhas” (Apple), Microsoft Authenticator, Proton Pass, Kaspersky Password Manager, dentre outros.
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