19/04/2026
Para encerrar nossa passagem pela SP-Arte 2026, três peças que, cada uma à sua maneira, mostram como o design brasileiro soube transformar referências simples em objetos de valor, desejo e permanência.
Poltrona Jangada — Jean Gillon
Um dos grandes ícones do mobiliário moderno brasileiro. Produzida em jacarandá da Bahia e couro, a Jangada estreou em 1968 pela WoodArt com um desenho que equilibra presença escultórica e conforto, qualidades que garantiram sua continuidade por décadas e sua permanência até hoje.
Banco Mocho — Sérgio Rodrigues
Primeira criação de Sérgio Rodrigues, o Mocho nasce da observação do cotidiano rural, especificamente, do banquinho usado nas ordenhas no interior do Brasil. A partir desse gesto simples, Sérgio converte cultura popular em desenho.
Estante — Geraldo de Barros (Unilabor)
Criada para a Unilabor, a oficina-laboratório fundada por Geraldo de Barros nos anos 1950, essa estante apresenta um sistema completo a partir de apenas três elementos: colunas, caixas e prateleiras. Uma lógica quase arquitetônica, onde a precisão das medidas e a escolha dos materiais revelam a geometria de quem entendia que forma e função não se separam.
Peças apresentadas na SP-Arte 2026 e disponíveis no acervo da Lora Ronco.
📍 www.loraronco.com.br
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