Pelo Decreto-lei 4.073, de 30 de janeiro de 1942, foi instituída a Lei Orgânica do Ensino Industrial, que estabeleceu a criação de Escolas Técnicas Industriais, de forma a garantir aos portadores de cursos técnicos o ingresso nas escolas superiores. Com o Decreto-Lei 4.127, de 25 de fevereiro de 1942, foi instituída a Escola Técnica de São Luís, com o objetivo de formar artífices qualificados (Mec
ânica de Máquinas, Serralheria, Sapataria, Alfaiataria e Marcenaria). No mesmo ano, iniciava-se o funcionamento das aulas no novo prédio em São Luís, no Caminho Grande, bairro do Areal (hoje, avenida Getúlio Vargas, no bairro Monte Castelo), em regime de internato e semi-internato (sistema que perduraria até 1961). A pedra fundamental do novo prédio havia sido lançada em 1936, por Getúlio Vargas, quando a escola ainda era Liceu Industrial, sob a direção de Jorge Tebyriça de Oliveira (engenheiro mecânico formado na Suíça e matemático talentoso). Em dezembro de 1942, sob a diretoria de Raimundo Lima Santos, eram ministrados cursos de Mecânica de Máquinas; Máquinas e Instalações Elétricas; Serralharia; Marcenaria; Alfaiataria; Artes do Couro; Construção de Máquinas e Motores; Eletrotécnica; Edificações; Desenho de Arquitetura e de Móveis e Desenho de Máquinas. Em 1944, sob a direção de Argemiro Freire Gameiro, seriam instalados os cursos técnicos em Desenho de Arquitetura e Móveis e Mestria. Iniciava-se o Programa de Cooperação Brasil-Estados Unidos, no campo industrial. Implementado pela Comissão Brasileiro-Americana de Educação Industrial, o programa seria responsável pela formação de grande porte do corpo técnico e docente dos estabelecimentos de ensino industrial, bem como pela aquisição de materiais e equipamentos. Em 1946, a Escola Técnica encaminha 40 alunos artífices das especialidades Mecânica e Serralheria para integrarem o quadro de funcionários da Fábrica Nacional de Motores. Entre 1949 a 1951 a escola foi dirigida por José Furtado da Silva. Em 1959, a Lei 3.552 garantia autonomia didática, financeira e administrativa às Escolas Técnicas, que passam a ser administradas por um Conselho de Representantes, a quem coube a escolha do diretor. No ano seguinte, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (lei 4.024/61) possibilitaria a equivalência plena entre os cursos secundário e profissionalizante. Naquele ano, seriam criados os cursos técnicos de Estradas e Agrimensura e “Mecânica de Automóveis (ainda em regime de internato e semi-internato). Em 3 de setembro de 1965 (Lei 4.795, de 20 de agosto de 1965 e Portaria 239), quando a escola encontrava-se sob a diretoria de Argemiro Freire Gameiro, foi instituída a Escola Técnica Federal do Maranhão, com oferecimento, simultâneo, de educação geral e formação especial (centros de aplicação da escola de 2º grau, de caráter predominantemente profissionalizante). Entre 1967 e 1986, a Escola Técnica é dirigida pelo professor Ronald da Silva Carvalho, que foi sucedido por Celso Jorge Pires Leal. Em 1987 são iniciados os cursos técnicos da Unidade de Ensino Descentralizada de Imperatriz. Foi na década de 1980 que um novo cenário econômico e produtivo se estabeleceu, com o desenvolvimento e emprego de tecnologias complexas, agregadas à produção e à prestação de serviços. As empresas passaram a exigir, desde então, trabalhadores com níveis de educação e qualificação cada vez mais elevados. A partir de então, foi sinalizado o movimento de modernização da Educação Tecnológica, com vistas à formação profissional mais ampla e polivalente, para atender aos requisitos do modelo de produção e a um mercado consumidor que se apresentava mais sofisticado. Vivia-se o cenário da redemocratização do país e, em 2 de março de 1989, pelo Decreto 97.561, a Escola Técnica é autorizada pelo Governo Federal a implantar e desenvolver cursos superiores de graduação. A lei 7.863, de 30 de outubro de 1989, transforma a Escola Técnica em Centro Federal de Educação Tecnológica do Maranhão (Cefet-MA), com objetivos de ministrar ensino de 2º grau, superior e pós-graduação e realizar pesquisa aplicada. Em 1992, o Cefet inicia o ensino de cursos superiores (graduação e pós-graduação), além de continuar a ofertar cursos técnicos de 2º grau e pós-técnico. São oferecidos cursos de Licenciatura em Mecânica; em Construção Civil; em Eletricidade e Tecnologia em Eletrônica. Foram ofertados, ainda, cursos de especialização e mestrado em Engenharia de Materiais (convênio Universidade de São Carlos-SP); especialização em Informática Industrial (convênio Cefet-PR); mestrado em Pedagogia Profissional (convênio com Cuba); doutorado em Ciências Pedagógicas; especialização em Engenharia e Segurança do Trabalho; especialização em Teleinformática e Rede de Computadores e mestrado em Química dos Materiais. Em 1997, passaram a ser oferecidos os cursos de Engenharia Elétrica Industrial e Engenharia Mecânica Industrial, além dos cursos técnicos em Construção Civil; Edificações; Estradas; Saneamento; Eletrônica; Eletrotécnica; Telecomunicações; Instrumentação; Eletromecânica; Química; Desenho Industrial; Informática Industrial e Segurança do Trabalho.