23/02/2020
Em um país diverso como o Brasil, a publicidade não acompanha a realidade da sua população. Fato comprovado pelo estudo “Diversidade racial e de gênero na publicidade brasileira nas últimas três décadas (1987/2017)”, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Os pesquisadores avaliaram anúncios em 370 edições da revista Veja veiculados entre 1987 e 2017. No total, mais de 13 mil figuras humanas foram analisadas de acordo com gênero, raça, idade, ocupação etc. O que os resultados mostraram é que, segundo percebido pelos pesquisadores, a publicidade brasileira reforça o sexismo e o racismo. Ao analisar as peças sob os critérios de raça e gênero, os pesquisadores constataram que pessoas brancas representaram cerca de 80% das figuras humanas que aparecem nos anúncios publicitários. Neles, 46% dos retratados eram homens brancos; 37% mulheres brancas; 8% homens pretos ou pardos, e 4% mulheres pretas ou pardas
Estudo do Gemaa, da UERJ, mostra que anúncios veiculados na Veja entre 1987 e 2017 reforçam sexismo e racismo