15/03/2019
Diógenes de Sínope mais conhecido como Diógenes, o Cínico, foi um filósofo da Grécia Antiga. Ele é apontado, em muitas histórias da Filosofia, como um filósofo que menosprezou, ostensivamente, os poderosos e as convenções sociais tendo como casa um barril e como vestimenta alguns trapos. Foi discípulo de Antístenes (que, por sua vez, havia sido discípulo de Sócrates), o fundador da Filosofia Cínica (lembrando que a palavra cínico tem outro sentido no âmbito filosófico). Como todos os demais cínicos, não valorizava o poder econômico e as convenções sociais, julgando ser necessário levar a vida mais simples possível.
Para demonstrar sua atitude de desprezo pelas convenções sociais, Diógenes tinha como casa justamente um barril e usava verdadeiros trapos como se fossem roupas. Perambulava por toda Atenas com uma lamparina acesa, mesmo sendo dia, afirmando a quem o interrogasse que procurava um verdadeiro homem: aquele que não se deixasse levar por uma vida sofisticada.
Muitas anedotas sobre Diógenes referem-se ao seu comportamento semelhante ao de um cão, e seu elogio às virtudes dos cães. Ao contrário da acepção moderna e vulgar da palavra para o cinismo, o objetivo essencial da vida era a conquista da virtude moral, que somente seria obtida eliminando-se da vontade todo o supérfluo, tudo aquilo que fosse exterior. Defendiam um retorno à vida da natureza, errante e instintiva, como a dos cães.
“Costumo fazer festa para quem me dá alguma coisa, rosnar para quem me rejeita, e cravar os dentes nos crápulas.”
– Diógenes de Sínope
Leia mais em: https://www.mehub.com.br/2019/03/chaves-e-a-filosofia/
Curta MeHub Digital