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Em comemoração pelo Dia Nacional do Livro,  . Quem é a moça da ilustração?  Os primeiros que responderem nos comentários...
31/10/2024

Em comemoração pelo Dia Nacional do Livro, .

Quem é a moça da ilustração?

Os primeiros que responderem nos comentários,:

NOME DA PERSONAGEM

TÍTULO DA OBRA

AUTOR

concorrerão a uma crônica de Auguste Verne autografada..

02/10/2024

Um dos trechos mais marcantes de “Dom Quixote”, de Miguel de Cervantes, é o célebre discurso de Quixote sobre a liberdade, no capítulo 58 da segunda parte:

"A liberdade, Sancho, é um dos dons mais preciosos que os céus deram aos homens; com ela não podem igualar-se os tesouros que encerram a terra e o mar: pela liberdade assim como pela honra, pode e deve aventurar-se a vida."

O trecho em que Dom Quixote exalta a liberdade como um dos dons mais preciosos que os céus conferiram aos homens é uma das passagens mais profundas e filosóficas de “Dom Quixote de la Mancha”, de Miguel de Cervantes. No capítulo 58 da segunda parte, o cavaleiro andante expressa uma visão elevada da liberdade e da honra, colocando-os acima de qualquer tesouro material. O discurso de Dom Quixote transcende o enredo das aventuras e desventuras quixotescas, revelando a profundidade moral e política que permeia a obra. Ao articular uma filosofia de vida que valoriza a liberdade como essencial para a dignidade humana, Cervantes oferece uma reflexão atemporal sobre a condição humana e os ideais que orientam a existência.

A Liberdade e a Dignidade Humana

O discurso de Dom Quixote sobre a liberdade expõe uma concepção idealista e universalista desse valor. Para Quixote, a liberdade não é apenas uma condição política ou social, mas uma característica fundamental da dignidade humana. Ao considerá-la um dom celestial, o protagonista eleva a liberdade a uma esfera transcendental, sugerindo que é um direito inalienável e natural, pertencente a todo ser humano, independentemente de sua condição material ou social.

Cervantes, através de Quixote, parece antever ideias que seriam discutidas posteriormente por filósofos iluministas, como Jean-Jacques Rousseau e John Locke, que colocaram a liberdade como um direito natural. A filosofia de Dom Quixote, contudo, não se limita à reflexão sobre os direitos individuais; ela está intimamente ligada à ideia de honra. Para o cavaleiro, viver em liberdade é viver com honra, e sem honra, a vida perde seu valor. A honra, nesse contexto, não é entendida apenas como a reputação exterior, mas como a integridade moral que permite ao indivíduo agir de acordo com seus princípios e valores, sem a imposição de forças externas.

A Dialética entre Idealismo e Realidade

O idealismo de Dom Quixote, no entanto, se contrapõe constantemente à dura realidade do mundo que o cerca. A obra de Cervantes é construída sobre o contraste entre os altos ideais que movem o cavaleiro e a frieza da sociedade em que vive. Ao longo do romance, o leitor testemunha a luta de Quixote para manter seus princípios em um mundo que, frequentemente, ridiculariza e nega esses mesmos valores. A liberdade, para ele, é um ideal pelo qual vale a pena sacrificar a vida, mesmo que o sacrifício não seja compreendido ou reconhecido pelos outros.

Este embate entre o ideal e o real é uma das marcas centrais da obra de Cervantes. Dom Quixote, em sua busca por justiça, liberdade e honra, encarna o arquétipo do herói trágico, cuja visão de mundo, embora nobre, é considerada insana pela sociedade. A "loucura" de Dom Quixote, no entanto, é uma forma de resistência contra a banalidade e a injustiça do mundo moderno. Sua recusa em se submeter às convenções do mundo materialista e cínico de sua época revela um espírito profundamente livre, que prefere a morte à escravidão, tanto moral quanto física.

A Honra e a Aventura Humana

O vínculo que Dom Quixote estabelece entre liberdade e honra sugere que a vida só tem valor se for vivida de acordo com os princípios que dignificam o ser humano. Para ele, a honra é inseparável da liberdade, pois é apenas em um estado de liberdade que o indivíduo pode escolher agir com retidão moral. A honra, portanto, não é uma questão de status social ou prestígio exterior, mas a manifestação de uma vida vivida em conformidade com valores elevados.

Cervantes constrói a figura de Quixote como um símbolo do idealismo cavaleiresco em uma época de transição, em que os valores medievais de honra, virtude e coragem estavam sendo desafiados pelo pragmatismo da nascente modernidade. Quixote se recusa a aceitar o colapso desses valores e insiste em viver segundo os códigos que acredita serem os mais nobres, mesmo que isso o coloque em constante desacordo com a sociedade que o rodeia.

A metáfora da vida como uma aventura também aparece de forma poderosa no discurso de Quixote. Para ele, a vida não é simplesmente um processo linear de sobrevivência, mas uma busca contínua por liberdade e justiça, um caminho repleto de desafios e obstáculos. A aventura, assim, se torna uma metáfora para a luta constante por viver de acordo com os próprios ideais em um mundo que frequentemente nega esses mesmos princípios.

A Tragédia da Liberdade

Embora Dom Quixote exalte a liberdade como o maior dos dons, a narrativa de Cervantes também revela a tragédia dessa busca em um mundo imperfeito. A liberdade, enquanto ideal absoluto, é muitas vezes inatingível. A trajetória de Quixote é, em última instância, uma tragédia: sua luta incessante por liberdade e honra o leva à marginalização e à derrota, sugerindo que esses valores, por mais elevados que sejam, podem ser esmagados pelas forças da realidade material e política.

No entanto, a derrota de Quixote não anula a nobreza de sua missão. Cervantes constrói um herói paradoxal, cuja loucura revela verdades profundas sobre a condição humana. Dom Quixote não é simplesmente um homem iludido; ele é um visionário que percebe a importância da liberdade e da honra em um mundo que as despreza. Sua insistência em lutar, mesmo sabendo que sua batalha é, em muitos aspectos, inútil, confere à sua missão uma dimensão épica e trágica.

Conclusão

O discurso de Dom Quixote sobre a liberdade encapsula os grandes temas da obra de Cervantes: a luta entre idealismo e realidade, a importância da dignidade humana e a busca por uma vida de honra e liberdade. Embora o cavaleiro andante seja frequentemente ridicularizado por sua "loucura", sua visão de mundo representa uma crítica profunda ao materialismo e ao conformismo de sua época. Cervantes, ao criar Dom Quixote, oferece ao leitor uma reflexão filosófica e moral sobre os valores que conferem sentido à vida, sugerindo que, apesar das derrotas e das desilusões, a busca por liberdade e honra é o que define a verdadeira grandeza da alma humana.

Oliver Harden

26/05/2024

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22/05/2024

Os 12 trabalhos de Hércules:

1 – LEÃO DE NEMÉIA

Um leão gigantesco, quase invulnerável, devastava a região de Neméia, próxima à cidade de Micenas. Hércules tentou matá-lo com sua clava e com seu arco, sem sucesso. Então, encurralou o animal e o estrangulou até a morte. Realizado o primeiro trabalho, o herói tirou a pele do leão e passou a usá-la como manto.

2 – HIDRA DE LERNA

Na cidade de Lerna, vivia uma enorme serpente com nove cabeças, uma delas imortal. Hércules decepou oito cabeças e Iolau, seu sobrinho, queimou as feridas para elas não nascerem mais. A cabeça imortal foi enterrada num buraco fundo. Ao molhar suas flechas no sangue da Hidra, o herói as tornou venenosas.

3 – JAVALI DE ERIMANTO

Um javali aterrorizava as vizinhanças do monte Erimanto, no noroeste da Arcádia. Enorme e feroz, ele matava quem cruzasse seu caminho. A tarefa era capturá-lo vivo. O animal foi cercado e, quando se cansou, foi dominado por Hércules.

4 – CORÇA CERINÉIA

No monte Cerineu – também próximo da região da Arcádia – havia uma corça com chifres de ouro e pés de bronze. Ela era muito veloz e tinha que ser capturada viva. Hércules a perseguiu por um ano até os confins do mundo conhecido. Finalmente a capturou durante a travessia de um rio.

5 – AVES DO ESTÍNFALE

Num bosque às margens do lago Estínfale, no norte da Arcádia, escondiam-se aves que, além de devorar as colheitas da região, também atacavam os homens. Para matá-las, Hércules primeiro usou um címbalo (antigo instrumento de cordas) para atraí-las. Assim que as aves saíram do bosque, o herói pôde atingi-las com suas flechas venenosas.

6 – ESTÁBULOS DE ÁUGIAS

Áugias, rei da Élida, região a oeste da Arcádia, tinha grandes rebanhos de cavalos (ou gado, conforme a versão), mas não cuidava de seus estábulos, que acumularam uma colossal quantidade de estrume ao longo dos anos. Hércules conseguiu lavá-los num só dia, usando a água de dois rios, cujos cursos desviou com sua força.

7 – TOURO DE CRETA

Por vingança, Poseidon, deus do mar, havia deixado louco um lindo touro pertencente ao rei de Creta, uma ilha grega. O animal devastava os campos da região e Hércules foi até lá para dominá-lo. Após controlar o touro, o herói precisou nadar de Creta até o continente levando a fera consigo.

8 – ÉGUAS DE DIOMEDES

Diomedes – filho de Ares, deus da guerra – vivia na Trácia (região hoje pertencente à Turquia e à Bulgária). Ele tinha quatro éguas ferozes e carnívoras, que alimentava com os estrangeiros que apareciam em suas terras. Hércules capturou as éguas e, notando que elas estavam famintas, serviu-lhes Diomedes como refeição.

9 – CINTO DE HIPÓLITA

Hipólita era rainha das amazonas, tribo de mulheres guerreiras que viviam perto do mar Negro. Ela tinha um belo cinto, desejado pela filha de Euristeu. A mando do rei, Hércules convenceu Hipólita a lhe entregar o objeto, mas Hera incitou as amazonas à guerra e o herói teve que matar a rainha.

10 – BOIS DE GERIÃO

Gerião, um gigante de três cabeças, vivia na ilha de Erítia (possivelmente perto de Cádiz, no sul da Espanha) e possuía um numeroso rebanho de bois. Os animais eram guardados por um pastor monstruoso, Eurítion, e seu cão, ambos com diversas cabeças. Após matar a dupla, Hércules acabou com Gerião, usando sua clava, e entregou os bois a Euristeu.

11 – POMOS DE OURO

As maçãs de ouro ficavam num jardim desconhecido e Hércules vagou o mundo atrás delas. Segundo alguns textos mitológicos, quem finalmente encontrou os pomos para o herói foi Atlas – que havia recebido de Zeus o castigo de carregar o mundo nas costas. Enquanto Atlas foi atrás das maçãs, Hércules sustentou o mundo em seu lugar.

12 – GUARDIÃO DO HADES

Cérbero, um cão de três cabeças e cauda em forma de serpente, guardava a entrada do Hades, o mundo subterrâneo, permitindo a entrada de todos, mas não deixando ninguém sair. Hércules o capturou e, após mostrar Cérbero a Euristeu, devolveu o cão guardião ao inferno.

21/05/2024
17/04/2024
07/04/2024

Ziraldo, sua arte é um presente.
Obrigada por nos encher de alegria e inspiração.

"Adulto vive tendo saudade da vida que passou. Criança tem saudade do futuro."

Ziraldo (1932-2024)

Endereço

Barra Mansa, RJ

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