29/03/2023
PEÇAS DISPONÍVEIS
A x L x P: 45 x 55 x 30cm
É muito comum os marceneiros, designers, artistas, batizarem as peças que criam. Às vezes um nome próprio, talvez uma pessoa querida ou significativa que mereça a homenagem. Outras vezes é um substantivo que lembra uma forma, tempo ou lugar com influencia nas linhas do desenho ou talvez remeta à própria origem do criador.
Os motivos e possibilidades são inúmeros e é frequente que o processo de escolha do nome se torna mais uma etapa laboral da criação.
Faz sentido em uma obra artística, criar a referência a uma obra que pode vir a ser objeto de estudo, citação, apreciação e discussão.
Também faz muito sentido existir um nome próprio em uma peça que faça parte de um catálogo, um desenho que será repetido inúmeras vezes. O nome torna-se a referencia àquela peça com aquele desenho e com aquelas técnicas específicas.
Mas no nosso modelo produtivo, trabalhando com material de reuso, para preservar o máximo do material obtido, evitamos usinar as madeiras além do mínimo necessário para limpar e dar estabilidade. Assim, nossas produções são de pequenas quantidades, em lotes exclusivos. Dificilmente serão recriados no futuro.
Esse móvel das fotos é um desses casos. Produzimos apenas cinco unidades, datadas e numeradas. São peças que só existirão para cinco pessoas. Decidimos chamá-las apenas pelo que são: sapateira.
Engraçado é que depois de construir e exibir para alguns amigos, descobrimos que cada um enxergava um uso diferente: sapateira, mesinha de cabeceira, banqueta, apoio. Assim, nomeá-la apenas pelo seu descritivo funcional também colocaria limites desnecessários ao que é.
Talvez seja melhor deixar assim mesmo, sem nome.
Como vocês enxergam essa questão?
fotos:
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